terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O conto

Entardecia lentamente naquela primavera em Porto Alegre. As ruas movimentadas anunciavam uma curta noite. Mas com certeza um longuíssima noite para quatro alunos da Escola Anne Frank. Eu sou uma deles. Vamos as apresentações: Douglas, é brasileiro, mas tem descendência japonesa. Ao seu lado está Igor, possuí uma mecha de cabelo branco, de nascença, com o formato de um raio. É o mais forte do grupo. Ao seu lado está Eduardo, um garoto que faz parte do time de futebol do colégio. E o meu nome é Iviane, também jogo futebol. E sou a única garota que se arrisca a andar com eles.
Estávamos sentados em uma mesa circular, na biblioteca da escola. Era sexta-feira, e tínhamos um trabalho para fazer. E como a data de entrega era segunda-feira e nós tínhamos de fazer um cont. Ficamos depois da aula para fazê-lo. Nós não tínhamos idéia do que fazer, de qual assunto tratar, pois era uma desorganização total. E ninguém se entendia.
   - Eu estou com sede. Querem um suco? - Igor falou.
Todos concordaram.
  - Então vai pegar Eduardo. - Igor disse, querendo parecer mandante.
  - Eu? - Retrucou Eduardo.
  - Não a minha vó! - Igor disse com tom zombeteiro.
  - Tá bom! Chega vocês dois – Eu disse.
  - Vamos todos juntos, ok? - Continuei.
Todos concordamos. Deixamos nossas coisas na estante de mochilas, fomos ao refeitório pegar suco. Mas as portas estavam trancadas.
   - É -Disse Douglas – Pelo visto iremos ter suco só semana que vem.
Voltamos à biblioteca e notamos que a porta estava trancada. Quando nos viramos para ir a diretoria reclamar, ouvimos as portas da entrada rangerem. E por fim, elas se fecharam em um baque agudo.
Fomos correndo em direção à porta e começamos gritar por socorro. Mas não vimos necessidade de continuar, pois percebemos que era inútil.
  - Sem comida.. - Igor murmurou.
 - Presos aqui pelo resto do fim de semana.. - Eu continuei.
 - E sem nada.. Nem mesmo o trabalho para continuar.. - Eduardo completou.
 - Tem como ficar pior?! - Douglas disse.
PAAAM!
As luzes se apagaram ao mesmo tempo. E a escola mergulhou na escuridão.
 - Tinha de abrir essa boca Douglas?! - Eduardo, tentando conter o riso, reclamou.
Como a noite era de lua cheia, a escola ficava parcialmente iluminada por seus raios.
Ficamos sentados de costas para a porta por alguns minutos até Douglas fala.
 - Bom, já que estamos presos aqui, vamos fazer o que?
 - Nada – Eduardo falou. - Quem sabe dormir..
 - Tive uma idéia! - Igor, subitamente, disse. - Quem sabe nós não ligamos para casa de um dos nossos pais? Aí eles vêm nos buscar aqui.
 - Eu não tenho celular. - Eduardo falou.
 - Nem eu – Douglas continuou.
 - O meu está em casa. - Igor disse, com tom desolado.
 - E o meu está na minha mochila.. Só que elas estão na estante de mochilas.. - Reclamei.
Levantamo-nos e fomos em direção à biblioteca. Como estava trancada, pensamos em um jeito de arrombá-la. Mas não havia nada para fazê-lo. Então olhamos para o lado, e vimos a secretaria. Poderia haver algo que nos ajudasse a abrir a porta lá dentro. Fomos perto da janela, é de vidro, frágil. Então, tentamos abri-la, mas como todas as outras partes do colégio, estava trancada. Foi aí que Igor disse: 
 - Minha mãe vai me matar.
Sem dizer mais nada, enrolou seu casaco no braço.
 - O que você vai fazer? - Perguntou Eduardo.
Sem responder, Igor quebrou o vidro da janela. Entramos e ficamos procurando algo para abrir a porta. Não achamos nada. Apenas uma cadeira. Pegamos e atiramos contra a porta. Na primeira vez, a porta nem se mexeu. Na segunda, ela tremeu. Na terceira, já estávamos cansados, mas finalmente ela cedeu, e caiu no chão fazendo um forte barulho.
 - Ah! Isso! - Eduardo exclamou.
Eu entrei na biblioteca e peguei nossas mochilas. Tirei meu celular, tentei ligar para minha casa, mas estava sem créditos. “Justo agora me faltam créditos!” pensei. Eduardo teve a idéia de ligar para a polícia, falou a telefone berrando e os policiais entenderam que era uma brincadeira. Ele poderia ter falado com mais calma.
Saímos da biblioteca dessolados. E já que não havia nada para fazer sem luzes acesas, tivemos a idéia de procurar o gerador, que costumava ficar na sala dos professores. Então fomos em direção à porta da sala dos professores, e de repente vimos dois vultos subindo a escada.
 - Deve ser só o luar. - Disse Douglas.
Então fomos para a porta de entrada, mas não tinha ninguém lá fora. Voltamos para a sala dos professores, mas como já imaginávamos estava trancada. Já íamos falar para o Igor arrombá-la, mas Douglas teve uma idéia melhor. Irmos até a secretaria, já que ela estava aberta, para vermos se as chaves ficavam lá. Então, paramos em frente a porta da vice-direção, Igor veio rapidamente e a arrombou.
 - Não estava trancada! -Falou Eduardo com tom irritado.
 - Ops! - Igor disse, meio envergonhado.
Entramos na sala e procuramos pelas chaves da escola. Abrimos os armários de chaves, mas ao invés de ter vários molhos de chave, tinha apenas um, justamente o da sala dos professores! (que conveniente!).
Sem falar nada, fomos a sala dos professores procurar o gerador de luz. Abrimos as portas facilmente (sim! Tínhamos uma chave!). Ao abrirmos as portas nos deparamos com uma espaçosa sala e uma enorme mesa de centro. Mais atrás havia uma sala de depósito de livros, ao lado um banheiro, e, logo atrás a sala onde o gerador estava.
Quando estávamos na sala do gerador, nos assustamos ao ver que ele tinha um arranhão que o partia em dois. - “O que será que tinha acontecido” - pensei comigo.
  - Pelo visto está quebrado.. - Eduardo disse.
  - Oh! Não me diga! - Igor falou com sarcasmo.
Os dois começaram a brigar feito crianças, mas no meio da briga Igor empurrou na direção do gerador.
ZAAP!
Uma explosão fez com que Eduardo desmaiasse. Como não sabíamos o que fazer, tentamos reanimá-lo, mas não estávamos vendo praticamente nada, pensamos em levá-lo para fora, mas enquanto saíamos da sala, a maçaneta da porta começou a girar. Instintivamente, nos escondemos embaixo da ampla mesa (arrastando o Eduardo para todo o lado). Olhamos por debaixo da mesa, e vimos um vulto encapuzado com uma máscara cor branca entrar na sala. Nem parecia que encostava seus pés no chão. Não parecia nem um pouco amistoso. Sem pensar me segurei nos pés do sujeito. Douglas rapidamente entendeu me plano, levantou e derrubou-o. Igor, aproveitando que ele estava deitado, pegou um abajur de vidro e atirou na cabeça do mascarado. O estranho gemeu de dor, caindo no chão.
  - Vamos revistá-lo. - Douglas disse, meio assustado.
Encontramos em seus bolsos, um cartão transparente e uma pistola. Amordaçamos e estranho no banheiro, tiramos sua máscara e sua capa. “Ufa! Estava com roupa por baixo” me aliviei.
De repente ouvimos passos descendo as escadas. Igor velozmente me trancou na sala de depósito de livros, junto com Eduardo.
  - Me tire daqui! - Protestei.
 - Não! Você vai me seguir! - Igor disse. - Alguém tem que cuidar do Eduardo, prefiro que seja você.
Ele foi embora sem se importar com meus gritos de protesto. Então notei que tinham jogado a chave por debaixo da porta. Isso me fez ficar mais aliviada.
Quando abri a porta temia que tivesse alguém do lado de fora, mas por sorte não tinha ninguém. Tirei Eduardo de lá, e o levei para o banheiro. Joguei água em seu rosto. Alguns minutos depois ele acordou. Depois de falar tudo o que tinha acontecido seu único comentário foi:
 - Sério!
Saímos de lá correndo, e fomos para a parte de trás do colégio. Ficamos lá por um tempo, até termos certeza de que não havia ninguém por perto. Depois, entramos no pátio por uma porta que dava acesso ao local. Para a nossa surpresa vimos Douglas e Igor amarrados em um cano. Desamarramo-os e ouvimos tudo o que eles tinham para contar. Contaram que dois estranhos tinham discutido na frente deles. Eles estavam ali procurando um diário e uma chave. Que provavelmente abriria o diário. E também ouviram os estranhos falarem sobre a chefe deles, ser uma professora.
   - Aposto que é a professora Miriam! - Igor disse protestando.
  - Cala a boca Igor! - Eu falei.
  - Então, vamos procurar o diário. Eduardo e Iviane, vão pelo portão e procurem o diário, eu e o Igor vamos por esta porta procurar a chave. -Douglas disse, organizando pela pela primeira vez as coisas.
Eu e o Eduardo saímos pelo portão do pátio, então avistamos, dois homens, em frente ao bar. Fomos nos esconder na casinha de depósito de cadeiras ao lado do pátio. A porta estava trancada (Que novidade!). Mas como estava muito amassada por conta das boladas, Eduardo não precisou mais do que um chute para derrubá-la. Nós entramos lá e para garantir o mínimo de segurança, colocamos um baú que tinha ali dentro na frente da porta.
Só que assim que tiramos o baú do seu lugar, notei uma abertura no chão.
  - Eduardo, olha! - Falei com entusiasmo.
Era um buraco úmido que ia para o subsolo do colégio. Coloquei meu pé lá dentro, notei que havia algo sólido, foi então que percebi que era uma escada em espiral que descia para o o subsolo. Como o Eduardo sempre foi muito curioso, logo desceu a escada e eu fui atrás. Lá embaixo vimos uma pequena sala iluminada por tochas em todos os cantos e no centro dela se erguia um majestoso pedestal de pedra. Sustentando um diário de capa de couro preta, escrito “Anne Frank”. O curioso é que as letras eram em alto relevo, mas mais curioso ainda é que faltavam as letras “A” e “F”. Subimos novamente. Abrimos a porta para certificarmos de que os estranhos não estavam mais ali. Então encontramos Douglas e Igor na frente do bar.
  - Acharam alguma coisa? - Douglas perguntou, esperançoso.
 - Não, só um diário mofado que com certeza era da Anne Frank, e que faltavam as letras “A” e “F” de tão velho. Além disso, nada de mais. - Brincou Eduardo.
 - Que coincidência, o Igor derrubou de um quadro as mesmas letras. - Douglas continuou, ignorando a brincadeira.
 - Onde está o diário? - Igor perguntou. 
 - Na casinha de depósito de cadeiras. - Eu falei.
 - Então vamos lá! - Igor e Douglas falaram curiosos.
Fomos correndo para a casinha. Entramos e descemos as escadas, ao chegar lá embaixo, (Igor e Douglas estava maravilhados), pegamos o diário e tentamos abri-lo mas não conseguimos. Então colocamos as letras nos seus devidos lugares. E como por um passe mágica o diário se abriu.
Tentamos ler, mas estava em uma língua desconhecida para nós, (se não é francês, português, inglês ou japonês não conhecemos). Nesse mesmo tempo, uma parte da parede oposta se abriu. E de lá saíram três pessoas. Dois mascarados e uma desmascarada. Foi então que ficamos todos chocados, era a nossa professora Miriam!
 - Me dêem este diário! - Falou ela esbravejando.
 - Nunca! - Igor falou, fazendo pose.
Então eu tive uma idéia. Peguei uma das tochas que estava perto.
   - Se vocês chegarem perto eu queimo o diário! - Disse, com tom ameaçador, segurando o diário
De repente um dos estranhos sacou sua arma e eu, sem querer, aproximei a tocha do diário que começou a pegar fogo. Imediatamente larguei-o no chão. Aproveitando essa deixa nós quatro subimos correndo pelas escadas.
Quando chegamos lá em cima, fomos barrados pelos dois mascarados e pela Miriam, que segurava uma capa de couro chamuscada e as cinzas das folhas que havia dentro.
   - Como ousa estragar o trabalho de uma vida inteira! Sua peste! - Disse ela, dirigindo-se a mim.
Ela levantou uma arma e apontou-a para a minha cabeça. Foi então que ouvimos uma enorme batida na porta da escola, mais outra, e por fim a porta cedeu, caindo no chão.
BAM!
Foi tudo muito rápido. Policiais passaram pela porta e apontavam as armas para todos. Logo tudo foi esclarecido. Encontraram o mascarado amarrado e amordaçado no banheiro dos professores. O identificaram como o mais procurado contrabandista de artefatos históricos do país! E prenderam os outros dois junto com a Miriam.
Douglas ficou com a capa do diário como recordação.
Na segunda-feira, falamos que não tivemos tempo para terminar o conto. A professora nos deu uma segunda chance (valendo menos pontos). Mesmo assim ganhamos uma ótima nota, contando a nossa aventura como o conto. No fim das páginas do trabalho colocamos “baseado em fatos reais”. Assim acaba uma história verídica, que de fato aconteceu.

Passado.

Bom, eu estudei no colégio Anne Frank, um bom tempo da minha vida. Longa vida de 16 anos, mas enfim. Resolvi publicar o conto que fiz na sétima série. Fiz com a ajuda do "quarteto fantástico" era assim que nos chamavam. Era tão bom, não digo que agora não é.. mas sinto falta, muita falta de poder ser exatamente como eu sou. Muitas pessoas ficam tristes quando eu digo isso, mas eu não sei mentir. Por muitas vezes não sou eu mesma quando estou com certas pessoas. Mas não foi por isso que decidi publicar o conto. Foi porque além de ser uma ótima história (nem me achei..), me lembra de muita coisa. Dos detalhes, tipo de quando nós estávamos escrevendo ele. Nós estávamos deitados em redes, na redenção. Nossas brincadeiras, conversas, e coisas assim. Nunca esquecerei. Nunca terei amigos que os substituirão, mas nunca terei amigos tão chatos quanto eles também (rsrs'). Não estou reclamando dos amigos que eu tenho agora, eu sei que a vida muda, e as vezes acabamos perdendo o contato. Ainda bem que não perdi totalmente, ainda falo com eles e também saímos juntos as vezes, mas não é a mesma coisa. Queria reviver alguns momentos, seria tão bom! Bom, o quarteto fantástico era formado por: Eduardo, Douglas, Igor e eu. Cada um com a sua diferença, cada dia era diferente e as vezes tinha cada briga. Sim nós brigávamos. Quem nunca brigou com sua melhor amiga ou amigo? Se nunca brigou, um dia vai. Bom, terminarei por aqui este post, dizendo que sinto falta do Anne Frank, e dos amigos que tive a capacidade de conhecer, e que eram (e continuam sendo) muito importantes para mim. As lembranças que tenho nunca serão apagadas. E garanto que as deles também. O conto é no próximo post :D

Para Todos Meus Amigos.

Estarei aqui
Quando ninguém mais estiver
E você pensar que ninguém mais se preocupa
Quando o mundo inteiro passar em cima de você
E você pensar que está sozinho

Estarei aqui
Quando alguém que você cuidou ao máximo
Não pode cuidar ao minimo de você
Quando alguém a quem você deu seu coração
Jogá-lo em sua face

A qual esteve em sua memória em todos os momentos
Sequer lembrar seu aniversário

Estarei aqui
Quando tudo o que você precisa é um amigo
para ouvir o seu lamento
Quando tudo o que você precisa
É um amigo para secar suas lágrimas

Estarei aqui
Quando seu coração estiver tão machucado
Que você não possa mais respirar
Quando você apenas quiser
Rastejar e morrer

Estarei aqui
Quando você começa a chorar
Depois de ouvir aquela música triste
Quando suas lágrimas não pararem de cair

Você vê que estarei aqui até o fim
Esta é uma promessa que posso fazer
Se você precisar de mim
Apenas me ligue e... Estarei aqui.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Juliana Ellen de Ouriques

Bem, eu não sei muito o que escreve.. :/ mas sei que AMEI  te conhece! Mesmo, de verdade. Não falava muito contigo, mas ouvia atenciosamente quando me falavam de ti. Até que um dia tu pediu pra eu te seguir no twitter.. achei estranho porque nunca tinha falado contigo, tá, nunca não mas só algumas pouquíssimas vezes. Não te conheço muito, mas digo que já pode ser o suficiente pra dize: eu te amo. Eu adoro ler o teu blog. Adoro ver como você se expressa escrevendo (o que aparenta ser com facilidade). Adoro imaginar você falando tudo o que escreve.. Assim parece que te conheço a um bom tempo. És minha namorada! *-* E se tornou uma amiga minha.. Dia 06/12/2010 quando uma pessoa disse que me ama.. Para quem eu liguei primeiro? Para quem eu mandei uma mensagem dizendo que eu já estava melhor? Para uma menina chamada Juliana Ellen de Ouriques!
Uma menina que se diz idiota, por amar o que diz ser a pessoa errada.
Uma menina que gosta de romantismo (assim como eu!).
Uma menina que gostaria de receber tulipas vermelhas de presente.
Uma menina que gosta de abraços sinceros.
Uma menina da qual eu já tive muuuito ciúmes.
Uma menina que encanta as pessoas pela sua simpatia e beleza.
Uma menina que tem o apelido de Coala (e é tão linda quanto um *--*).
Uma menina que acredita em contos de fada.
Uma menina que ama Restart.
Mas uma menina que entrou na minha vida de uma forma tão diferente, tão boa. Que eu espero que não saia dela, espero que continue nela, fazendo-a feliz. Assim como eu não quero sair da sua vida e quero fazê-la rir por besteiras, se você chorar.. ficarei ao seu lado. Sei que já tem várias amigas, e certamente mais amigas do que eu possa me tornar, mas lembre-se estou aqui sempre! Sempre que precisar. Seja para mandar uma mensagem dizendo "Estou com saudade!" ou sei lá.. Estou aqui para qualquer coisa. No aniversário dela, recebi uma mensagem dizendo "... hoje é o níver da juh e ela acha que não sabe.. pediu pra te lembrar.." Como se eu fosse esquecer! Mandei uma mensagem.. ela me ligou de volta. 
Enfim, Eu já posso dizer que te amo. Já posso te dizer que pode contar comigo para o que precisar e não importa a hora, nem o dia.. Já sabe meu número. Estou aqui. Sempre! (eu não sei como acabar isso ._.) 
Posso te deixar um "Beijo. Eu te amo Juliana Ellen ! <3"? >< beijos, eu te amo. *-*

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Conversas, livros e perguntas com ou sem resposta.

As pessoas perguntam "o que é o amor?" mas não se ligam que essa perguntam tem diferentes respostas.. Não se ligam que "amar", não é algo que possa se escrever em um dicionário.. ou algo do gênero. Não se pode dizer que amar está certo ou errado, não se pode dar significados, ou um só significado. É como se você pegasse uma pessoa na rua, qualquer pessoa q perguntasse para ela o que ela mais ama, provavelmente ela dirá "minha família" ou "meu marido/minha esposa". Mas e para as outras milhares de pessoas do mundo?! O que sobra para elas, seria pegar o dicionário e ler que "amar" é "ter afeto por alguém ou algo, gostar de.." isso é muito simples para explicar algo inexplicável! Não posso, ninguém pode explicar o que, como se deve amar. Ninguém pode dar explicações para ele. Você simplesmente sente. Alguns dizem que estão desiludidos com o amor. Digo à eles que não fiquem, pois o amor nos encontra quando menos esperamos. Não espere. Não fique procurando, curta a sua vida, não ache que tem que amar todo mundo que você fica, fique, beije, se divirta, não deixe que a sua vida passe, não fique se culpando por algum relacionamento que deu errado, que acabou. Afinal, ele acabou não foi, não fique sofrendo por algo que acabou. E também não se culpe, se não foi, era porque não era para ser. Apenas aceite isso. Sim, falar é fácil. Mas já me desiludi muitas vezes com o amor. Acho que ele não gosta realmente de mim. Mas será que ele gosta de alguém? Ainda assim, não deixei de acreditar nele, e na força que ele pode ter, posso não acredita nas coisas mais importantes na vida de alguma pessoa mas nunca deixarei de acreditar no amor. Afinal a qualquer hora ele pode aparecer e tornar tudo o que parecia não ter vida, em algo real, e plenamente feliz.. Mesmo que só por um momento. Mas uma pergunta me faz pensar, e é essa:

"Será que estamos predestinados a viver com uma certa pessoa pro resto da nossa vida?"

Não sei se acredito em almas gêmeas.. Mas digo que tudo é possível. Eu estou em um relacionamento fora, completamente, fora do comum. E sou feliz ainda assim.
Depois de ler "Querido John", fiquei pensando no amor que eles sentiam um pelo outro, e que ela deixou de lado por pura pena. Pena de um amigo que tinha uma doença, pena pelo irmão do amigo que era autista. Mas me pergunto se ela teve o direito de deixar sua própria felicidade de lado, para proporcionar aos outros a felicidade que ela nunca conseguiria sentir ao lado do amigo/marido. Será que ela parava para pensar nisso antes de dormir? será que eles viveram felizes um ao lado do outro? será que ela não seria mais feliz ao lado do John? Eu posso afirmar que ela seria. Seria completamente mais feliz com o John do que ela poderia sonhar em ser com o amigo/marido dela.
Nessas férias estou lendo mais livros. Me surpreendo quando penso nisso. Sempre gostei de ler. Mas já li 4 livros nessas férias.. Sendo que ainda tem mais 7 semanas de férias.. Mais muito tempo até as aulas começarem. Mais tempo para pensar. Odeio quando tenho tempo para pensar. Nunca chego a nenhum lugar. Mas voltando ao assunto do início.. Ao "o que é o amor?", li também o livro "duas garotas", e li o "diário de uma paixão" Me impressionei com esses dois livros. Digo que no primeiro, elas seriam tão felizes se tivessem mantido os planos. Mas também acho que não se deve planejar a vida, não se deve tentar prever o futuro. Deixe levar, deixe acontecer.. Não estrague a surpresa que a palavra "futuro" traz. Pelo menos para mim, ela traz. Ela traz uma sensação de que tudo vai ser melhor, melhor do que já foi, e melhor do que está sendo. Acredito nesse meu pensamento.
No segundo livro, no "Diário de uma Paixão", me surpreendi mais. Tenho certeza de que não teria a capacidade de fazer o que o Noah fez. O que ele fez foi, de certa forma, estranho, e tão lindo. Ele amava muito ela. E ela também amava ele. Casal perfeito. Se não fosse uma peça pregada pelo futuro. Mas quem poderia prever? Quem diria que ela teria a doença de Alzheimer? Eu acredito que ele conseguiu fazer o que fez, fazer ela lembrar dele, mesmo ela tendo a doença. Ela sempre lembrou dele. É o que eu acho. Ao final do livro tem algumas "perguntas para discussão". são dez perguntas, mas uma me intrigou mais do que as outras. Foi a pergunta quatro. E ela diz:

          "Quando indagada pela mãe, Allie afirma amar Noah e Lon. Você acha que isso é verdade? É possível amar igualmente duas pessoas? Ou é possível estar apaixonado por duas pessoas ao mesmo tempo?"

           Eu respondo com toda a certeza que sim. Sim, é possível. São coisas diferentes, assim como no livro, Allie amava o Lon porque ele era um bom homem e ao lado dele, ela teria respeito e seria feliz à sua maneira. Mas com o Noah foi diferente, ela não só amava ele mas também sentia paixão por ele, foi o que a fez dizer para o Lon que ela não poderia voltar e se casar com ele. Não poderia deixar o único homem que a fazia feliz para trás, como já havia feito antes. E ele como amava ela, entendeu. Mas entender não significa que ele a perdoou. Só entendeu e deixou-a voltar. Mesmo a história tendo um final relativamente feliz, ela me fez chorar, assim como todos os livros que li. Estou me surpreendendo comigo mesma, estou chorando mais facilmente. Não sei se é bom ou ruim. Não sei se isso importa. Acho só interessante.
A respeito do amor, não sei se tenho o que dizer sobre ele. Apenas estou vivendo conforme acho melhor. Afasto os pensamentos quando eles começam a parecer planejados, não quero isso.. Apenas estou vivendo do jeito que tenho vontade, do jeito que quero, incluindo na minha vida as pessoas que me fazem feliz, agora. O futuro não importa. Pelo menos agora não..