As pessoas perguntam "o que é o amor?" mas não se ligam que essa perguntam tem diferentes respostas.. Não se ligam que "amar", não é algo que possa se escrever em um dicionário.. ou algo do gênero. Não se pode dizer que amar está certo ou errado, não se pode dar significados, ou um só significado. É como se você pegasse uma pessoa na rua, qualquer pessoa q perguntasse para ela o que ela mais ama, provavelmente ela dirá "minha família" ou "meu marido/minha esposa". Mas e para as outras milhares de pessoas do mundo?! O que sobra para elas, seria pegar o dicionário e ler que "amar" é "ter afeto por alguém ou algo, gostar de.." isso é muito simples para explicar algo inexplicável! Não posso, ninguém pode explicar o que, como se deve amar. Ninguém pode dar explicações para ele. Você simplesmente sente. Alguns dizem que estão desiludidos com o amor. Digo à eles que não fiquem, pois o amor nos encontra quando menos esperamos. Não espere. Não fique procurando, curta a sua vida, não ache que tem que amar todo mundo que você fica, fique, beije, se divirta, não deixe que a sua vida passe, não fique se culpando por algum relacionamento que deu errado, que acabou. Afinal, ele acabou não foi, não fique sofrendo por algo que acabou. E também não se culpe, se não foi, era porque não era para ser. Apenas aceite isso. Sim, falar é fácil. Mas já me desiludi muitas vezes com o amor. Acho que ele não gosta realmente de mim. Mas será que ele gosta de alguém? Ainda assim, não deixei de acreditar nele, e na força que ele pode ter, posso não acredita nas coisas mais importantes na vida de alguma pessoa mas nunca deixarei de acreditar no amor. Afinal a qualquer hora ele pode aparecer e tornar tudo o que parecia não ter vida, em algo real, e plenamente feliz.. Mesmo que só por um momento. Mas uma pergunta me faz pensar, e é essa:
"Será que estamos predestinados a viver com uma certa pessoa pro resto da nossa vida?"
Não sei se acredito em almas gêmeas.. Mas digo que tudo é possível. Eu estou em um relacionamento fora, completamente, fora do comum. E sou feliz ainda assim.
Depois de ler "Querido John", fiquei pensando no amor que eles sentiam um pelo outro, e que ela deixou de lado por pura pena. Pena de um amigo que tinha uma doença, pena pelo irmão do amigo que era autista. Mas me pergunto se ela teve o direito de deixar sua própria felicidade de lado, para proporcionar aos outros a felicidade que ela nunca conseguiria sentir ao lado do amigo/marido. Será que ela parava para pensar nisso antes de dormir? será que eles viveram felizes um ao lado do outro? será que ela não seria mais feliz ao lado do John? Eu posso afirmar que ela seria. Seria completamente mais feliz com o John do que ela poderia sonhar em ser com o amigo/marido dela.
Nessas férias estou lendo mais livros. Me surpreendo quando penso nisso. Sempre gostei de ler. Mas já li 4 livros nessas férias.. Sendo que ainda tem mais 7 semanas de férias.. Mais muito tempo até as aulas começarem. Mais tempo para pensar. Odeio quando tenho tempo para pensar. Nunca chego a nenhum lugar. Mas voltando ao assunto do início.. Ao "o que é o amor?", li também o livro "duas garotas", e li o "diário de uma paixão" Me impressionei com esses dois livros. Digo que no primeiro, elas seriam tão felizes se tivessem mantido os planos. Mas também acho que não se deve planejar a vida, não se deve tentar prever o futuro. Deixe levar, deixe acontecer.. Não estrague a surpresa que a palavra "futuro" traz. Pelo menos para mim, ela traz. Ela traz uma sensação de que tudo vai ser melhor, melhor do que já foi, e melhor do que está sendo. Acredito nesse meu pensamento.
No segundo livro, no "Diário de uma Paixão", me surpreendi mais. Tenho certeza de que não teria a capacidade de fazer o que o Noah fez. O que ele fez foi, de certa forma, estranho, e tão lindo. Ele amava muito ela. E ela também amava ele. Casal perfeito. Se não fosse uma peça pregada pelo futuro. Mas quem poderia prever? Quem diria que ela teria a doença de Alzheimer? Eu acredito que ele conseguiu fazer o que fez, fazer ela lembrar dele, mesmo ela tendo a doença. Ela sempre lembrou dele. É o que eu acho. Ao final do livro tem algumas "perguntas para discussão". são dez perguntas, mas uma me intrigou mais do que as outras. Foi a pergunta quatro. E ela diz:
"Quando indagada pela mãe, Allie afirma amar Noah e Lon. Você acha que isso é verdade? É possível amar igualmente duas pessoas? Ou é possível estar apaixonado por duas pessoas ao mesmo tempo?"
Eu respondo com toda a certeza que sim. Sim, é possível. São coisas diferentes, assim como no livro, Allie amava o Lon porque ele era um bom homem e ao lado dele, ela teria respeito e seria feliz à sua maneira. Mas com o Noah foi diferente, ela não só amava ele mas também sentia paixão por ele, foi o que a fez dizer para o Lon que ela não poderia voltar e se casar com ele. Não poderia deixar o único homem que a fazia feliz para trás, como já havia feito antes. E ele como amava ela, entendeu. Mas entender não significa que ele a perdoou. Só entendeu e deixou-a voltar. Mesmo a história tendo um final relativamente feliz, ela me fez chorar, assim como todos os livros que li. Estou me surpreendendo comigo mesma, estou chorando mais facilmente. Não sei se é bom ou ruim. Não sei se isso importa. Acho só interessante.
A respeito do amor, não sei se tenho o que dizer sobre ele. Apenas estou vivendo conforme acho melhor. Afasto os pensamentos quando eles começam a parecer planejados, não quero isso.. Apenas estou vivendo do jeito que tenho vontade, do jeito que quero, incluindo na minha vida as pessoas que me fazem feliz, agora. O futuro não importa. Pelo menos agora não..
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